sábado, 21 de março de 2009

A química do Amor

A “química do amor” muito falada pelos jovens tem relação com a química dos laboratórios e das salas de aula? Vamos entender de maneira simples a relação da química com o sentimento amor. Os hormônios sexuais são agentes químicos liberados pelos órgãos masculinos e femininos, em conjunto com a supra-renal, e que são encaminhados ao nosso cérebro onde são recebidos por agentes específicos para influir na capacidade de reprodução e o impulso sexual. Há uma relação importante entre a química, a atração e o desejo sexual. Algumas substâncias químicas (hormônios e neurotransmissores) são produzidas por nosso corpo em resposta a nossos próprios impulsos internos e estímulos ambientais. Os neurotransmissores são substâncias que interligam os neurônios cerebrais e cumprem uma função indispensável na ativação do impulso sexual. Substâncias químicas são fabricadas no corpo humano, entre elas estão à dopamina, as endorfinas, a oxitocina, a norepinefrina (noradrenalina), também feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores), a epinefrina (adrenalina) e a serotinina (imagem abaixo). Sem elas não podemos nos apaixonar. A ação de algumas delas é muito semelhante à ação dos narcóticos. A feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mão. O cérebro de uma pessoa apaixonada contém grandes quantidades de feniletilamina. A dopamina é considerada o “elemento químico do prazer”, que produz a sensação de felicidade. A norepinefrina é semelhante à adrenalina e causa a aceleração do coração e a excitação. Pessoas apaixonadas têm níveis mais baixos de serotonina, esses níveis são encontrados também em pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo, o que pode ser a explicação da obsessão que os apaixonados têm por seus parceiros. Já os altos níveis de dopamina, que aumenta a atenção, hiperatividade e comportamento orientado, podem explicar o porquê casais se concentram muito no relacionamento e deixam de lado todo o resto.


No amor romântico, quando duas pessoas fazem sexo, a oxitocina é liberada, o que ajuda a unir os parceiros. A oxitocina possui um papel importante nas relações humanas, tais como: confiança e percepção emocional. O hormônio oxitocina está associado à habilidade de manter relacionamentos interpessoais e laços psicológicos saudáveis com outros indivíduos. Quando é eliminada durante o orgasmo, ela começa a criar um laço emocional: quanto mais sexo, mais forte o laço. A oxitocina (imagem abaixo) também está ligada aos laços afetivos entre mãe e filho, nas contrações uterinas durante o parto e na "descida" do leite para amamentação. Pesquisas recentes estão usando exames de ressonância magnética para analisar o cérebro das pessoas enquanto elas observam a fotografia de quem amam. As imagens mostraram um aumento no fluxo de sangue nas áreas do cérebro com altas concentrações de receptores de dopamina, substâncias associada aos estágios de euforia, paixão e vício.

A ciência ainda não sabe explicar precisamente o que desencadeia o processo químico da paixão, contudo a química está relacionada com essas sensações que sentimos, desde o amor passando pela raiva, alegria, frustrações, medos, inseguranças e os demais sentimentos que o homem pode ter.

         O amor é um sentimento que relaciona pessoas, sendo difícil de defini-la, contudo a química está envolvida nesse processo. O amor é o sentimento maior que podemos ter e este amor o temos gratuitamente, o amor que vem de Deus. A própria Bíblia nos fala: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho, para que todo aquele que nEle crê não morra,  mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Este amor só pode ser compreendido quando o vivemos. Amar é muito bom, melhor ainda é ser amado. Você é amado por Deus, viva este amor.

by Bruno Leite

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Inicio das aulas


Olá pessoal, início das aulas, muita química vai rolar.... Espero que possamos neste ano de 2009 construir um conhecimento mais sólido, que o aprendizado seja tanto do professor como do aluno.

Se você desejar alguma informação ou algum contéudo de Química, é só solicitar pelo email: quimicadobruno.mail@blogger.com ou consulte nos arquivos do blog, que fica ao lado direito da página e está datada por mês. basta clicar e acessar.

Gostaria que você iniciasse este ano com muito gosto e prazer nas aulas. A medida que tiver dúvidas pergute, questione, indague, para que assim você possa estar construindo um aprendizado satisfatório. 

Já iniciando esta troca de informação que devemos ter, faça um comentário das aulas que você esteve presente, e diga o que você achou, o que entendeu, o que não entendeu, fale o que pra você é necessário mudar na aula, ou o que deve existir nas nossas aulas.

Espero seu comentário....
Você faz parte da Química...
E até a próxima aula.....
É a química sendo expandida....

by Bruno Leite (lattes)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Avaliação do ecossistema manguezal em frente ao Hotel Canariu’s da praia de Enseada dos Corais


Nesta nova postagem destacamos o trabalho de Élida Rafisa, estudante de Gestão Ambiental do CEFET/PE, que trouxe-nos uma avaliação do ecossistema manguezal. Este trabalho foi apresentado em um seminário do curso de Gestão Ambiental. Nele a química é vista numa perspectiva mais ecológica,  direcionada para a preservação de nosso ecossistema (Mangue). Abaixo temos um resumo do que foi apresentado.

 

Este trabalho teve como objetivo, dentro de uma avaliação primaria descrever a situação atual da região do manguezal em frente ao hotel Canariu’s da praia de Enseada dos Corais no Cabo de Santo Agostinho/PE..

 Um pouco sobre mangue:

  • Ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, característico de regiões tropicais e subtropicais.
  • Solo úmido, salgado, pouco oxigenado e muito rico em nutrientes por possuir grande quantidade de matéria orgânica em decomposição.
  • Predominância de vegetais halófilos, as longas raízes permitem a sustentação das árvores no solo lodoso.
  • Neste ecossistema se alimentam e reproduzem mamíferos, aves, peixes, moluscos e crustáceos


Foram coletados dados sobre a vegetação da região, assim identificou-se a predominâcia de duas especies Avicennia schaueriana  e Laguncularia racemosa ,sendo o mangue branco e o preto respectivamente. O mangue la localizado é um dos habitats raros que ocorrem em franjas de praias, no caso protegido e encravado em uma área de recifes de arenito localizado a beira mar. Ele tem uma pequena influência do riacho Arrombados também distribuídos numa região de praia de 2,42 hectares

 

Toda avaliação da vegetação foi baseada numa já feita pelo Prof. Zanon (2002) onde ele se utiliza do Guia para estudo de áreas de manguezal (Schaeffer-Novelli, Citróm, 1986).

A avaliação do ecossistema manguezal, baseada numa coleta de dados primaria, pode observar que havia:

  • Saídas de esgotos voltadas para o rio e  mar
  • Ratos
  • Peixes mortos
  • Cachorros dentre outros animais se banhando
  • Lixo deixado pelos banhistas na praia


A imagem superior à esquerda refere-se a parcela de mangue em frente ao hotel, já a superior à direita mostra o Riacho Arrombados. A imagem inferior à esquerda foi a área estudo, destacando a praia de Enseada dos Corais, e no círculo o hotel Canariu's. A imagem inferior à direita mostra a saída de esgoto voltada para o riacho Arrombados.



Mesmo que seja inserido um turismo ecológico voltado para o mangue, não seria a melhor atitude a ser tomada, já que a própria população não tem noção da riqueza encontrada neste ecossistema que tanto os servem (aos animais estuarinos) de alimentos como de refugio para a reprodução. O hotel abrange o ecoturismo, que por sua vez, não e voltado para a preservação desta área estuarina.

Com este projeto que se inicia, visamos uma melhora que chega ate a afetar os banhistas com os ataques de tubarões, e é com a educação ambiental (o nosso respaldo) que vamos não solucionar o problema, mas sim amenizar suas causas.


Para mais informações clique aqui e veja o slide da apresentação realizado por Élida Rafisa.

Tabela Periódica

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