quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Fotografia de uma Molécula

Diga: "xissssss"
Não seria estranho se um fotógrafo nos pedisse para falar esta palavra, segundos antes de tirar uma foto. Mas imagine falarmos para uma molécula!!! Cientistas da IBM produziram a primeira imagem da "anatomia" de uma molécula. O termo fotografia, como comumente usado, não é exato porque a imagem é gerada pela interação entre a ponta de prova de um microscópio de força atômica e a molécula que está sendo observada. As medições dessas interações são interpretadas pelo software do microscópio, que produz uma imagem do relevo da molécula. Embora os mais poderosos microscópios já tenham conseguido fazer imagens de átomos individuais, que são muito menores, as moléculas são muito mais sensíveis e não existia até agora um equipamento capaz de "fotografá-las" diretamente.

A primeira imagem gerada de uma molécula individual é mostrado ao lado, é uma molécula orgânica chama da pentaceno. Abaixo, a estrutura teórica do pentaceno. [Imagem: IBM Research - Zurich]. Podemos observar a semelhança da imagem gerada para a estrutura teórica do pentaceno.

Embora não seja uma comparação exata, se você pensar em como um médico usa um raio X para fazer imagens dos ossos e dos órgãos internos do corpo humano, nós estamos usando o microscópio de força atômica para fazer uma imagem das estruturas atômicas que são a espinha dorsal das moléculas individuais.


A nova tecnologia de imageamento molecular terá grande impacto em todas as pesquisas envolvendo as nanociências e nanotecnologias, além da biologia, química e eletrônica molecular.

Tipos de microscópios eletrônicos

As primeiras imagens de átomos individuais foram geradas ainda nos anos 1970 alvejando-se uma amostra metálica com um feixe de elétrons, uma técnica chamada Microscopia de Transmissão Eletrônica (TEM -Transmission Electron Microscopy). O problema com essa técnica é que o feixe de elétrons destrói as ligações entre os átomos que formam a molécula, tornando impraticável a geração da imagem de uma molécula inteira.

Uma outra técnica de imageamento atômico é chamada Microscopia de Varredura por Tunelamento (STM - Scanning Tunnelling Microscopy), que usa uma ponta de prova para medir a densidade das cargas elétricas de cada átomo.

A terceira técnica, que foi a base para o avanço agora alcançado pelos cientistas da IBM, é a Microscopia de Força Atômica (AFM -Atomic Force Microscopy), que produz as imagens medindo a força de atração entre os átomos da amostra e a ponta de prova do microscópio. É como se a ponta de prova, que é tão fina que sua extremidade pode conter um único átomo, "apalpasse" a amostra. A imagem é criada a partir das variações na intensidade da força de interação entre a ponta de prova e o átomo.

Interação molecular

Embora o AFM tivesse tudo para ser usado para gerar imagens de moléculas inteiras, sua ponta acaba interagindo com a molécula, impedindo a aquisição da imagem.

Os cientistas resolveram este problema colocando na ponta de prova do microscópio uma molécula de monóxido de carbono. Como amostra, eles usaram uma molécula chamada pentaceno, uma molécula orgânica que possui 22 átomos de carbono e 14 átomos de hidrogênio e mede 1,4 nanômetro de comprimento.

Nesta configuração, a molécula de pentaceno entra em contato apenas com a molécula pouco reativa de oxigênio do monóxido de carbono, não correndo o risco de se quebrar ou de simplesmente grudar na ponta do microscópio devido às forças eletrostáticas ou de van der Waals.

Forças de atração e repulsão

Embora as forças de van der Walls atraiam a molécula para a ponta de prova, um efeito da mecânica quântica, chamado Princípio da Exclusão de Pauli, empurra-a de volta. Isto acontece porque os elétrons no mesmo estado quântico não podem se aproximar demais. Como os elétrons ao redor da molécula de pentaceno e os elétrons ao redor da molécula de monóxido de carbono estão no mesmo estado, cria-se uma pequena força repulsiva que as mantém afastadas, permitindo o funcionamento do microscópio de força atômica.

Medindo esta força, os cientistas construíram uma espécie de "mapa topográfico" da molécula, que se transformou nesta imagem histórica, a primeira visualização de uma molécula inteira.

O espaçamento entre os átomos de carbono na molécula é de 0,14 nanômetro. Na imagem pode-se ver claramente o formato hexagonal dos cinco anéis de carbono e a posição de cada átomo individual de carbono. Mesmo as posições dos átomos de hidrogênio podem ser deduzidas a partir da imagem.

A ponta do microscópio passa a apenas 0,5 nanômetro da amostra. Foram necessárias 20 horas de funcionamento do microscópio para se fazer uma única imagem.

Para saber mais consulte:

The Chemical Structure of a Molecule Resolved by Atomic Force Microscopy
Leo Gross, Fabian Mohn, Nikolaj Moll, Peter Liljeroth, Gerhard Meyer
Science
28 August 2009
Vol.: 325. no. 5944, pp. 1110 - 1114
DOI: 10.1126/science.1176210

É a química sendo expandida...

by Bruno Leite

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Tatoos Químicas

A pintura no corpo é realizada desde o início da história do homem.
Encontrei algumas pessoas que são tão apaixonadas pela química que fizeram tatuagens fazendo menção à química.
Começamos pelo Átomo:
Sua segunda versão:


Continuamos pelo átomo de Urânio. O urânio (homenagem ao planeta Urano) é um elemento químico de símbolo U e de massa atômica igual a 238 u apresenta número atômico 92 (92 prótons e 146 nêutrons).


O primeiro elemento é o Tório (que foi descoberto em 1828 por Jöns Jacob Berzelius), que teve seu nome em homenagem ao deus escandinavo da guerra "Tor". Tem número atômico 90 e símbolo Th.
O segundo elemento é o Índio que vem do latim indicum, é um elemento com número atômico 49 e massa atômica igual a 114,8 u. Seu símbolo é In.
O terceiro elemento é o potássio do latim kalium, nome original de sua base KOH, tem número atômico 19, é um metal alcalino com coloração branco prateado, abundante na natureza, encontrado principalemnte nas águas salgadas e outros minerais. Oxida-se rapidamente com o oxigênio do ar, é muito reativo especialmente com a água.

A junção dos três elementos forma a palavra THINK, que no inglês significa "Achar", "pensar". Acredito que o autor desta tatuagem queira dizer eu penso na Química!!!

A molécula abaixo é a Testosterona. O Químico alemão Adolf Friedrich Johann Butenandt (1903-1995) ganhou o prêmio nobel de 1939 por seu trabalho sobro hormônios sexuais, ele isolou o estrogênio, a progesterona, androsterona, determinando as relações entre estes hormônios sexuais e os esteróides. A testosterona é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual. Apesar de ser encontrada em ambos os sexos, em média, o organismo de um adulto do sexo masculino produz cerca de vinte a trinta vezes mais a quantidade de testosterona que o organismo de um adulto do sexo feminino, tendo assim um papel determinante na diferenciação dos sexos na espécie humana.

A duas tauagens abaixo são da serotonina. A primeira traz uma versão molecular tridimensional, com as moléculas de carbono desenhadas como os "átomos pretos", as de nitrogênio como "átomos azuis", as de hidrogênio como "átomos brancos" e as de oxigênio como "átomos vermelhos".
A serotonina é um neurotransmissor, isto é, uma molécula envolvida na comunicação entre as células do cérebro (neurônios). Ela é quimicamente representada pela 5-hidroxitriptamina (5-HT), sendo também frequentemente designada por este nome.
A segunda tatuagem da serotonina mostra uma imagem da molécula desenhada em linha. Em geral, os indivíduos deprimidos têm níveis baixos de serotonina no sistema nervoso central. O sexo e tomar sol fazem liberar serotonina.Pessoas apaixonadas têm níveis mais baixos de serotonina, esses níveis são encontrados também em pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo, o que pode ser a explicação da obsessão que os apaixonados têm por seus parceiros. Para saber mais sobre a Química do amor,clique aqui.

A molécula seguinte é o resveratrol. O resveratrol é um polifenol que pode ser encontrado principalmente nas sementes de uvas, na película das uvas pretas e no vinho tinto. Foi descoberto em pesquisa na PUCRS que na raiz de uma hortaliça chamada azeda possui cem vezes mais resveratrol do que o suco de uva ou o vinho.
O orbital Pi. O orbital molecular pi ou ligação pi resulta da interpenetração em paralelo de dois orbitais atômicos semicheios, um de cada átomo da ligação, com elétrons de spins opostos. Já o orbital molecular sigma ou ligação sigma resulta da interpenetração, num mesmo eixo, de dois orbitais atômicos semicheios, um de cada átomo de ligação, com elétrons de spins opostos. E orbital molecular é a região de máxima probabilidade de se encontrar o par de elétrons compartilhado da ligação covalente.
Fenobarbital ou fenobarbitona, é uma substância barbitúrica usada como medicamente anticonvulsivante, hipnótico e sedativo. Entre 1934 e 1945 o fenobarbital foi usado pelos médicos alemães da Alemanha nazista para matar os garotos que nasciam doentes ou com deformidades físicas, dentro do programa de eugenía que havia sido iniciado pelo Partido Nazista. O Fenobarbital é indicado para o tratamento das convulsões, inclusive epiléticas, dos estados ansiosos e insônia rebelde. Pode ser usado nas síndromes de abstinência de outros hipnóticos.
A nossa famosa tabela periódica não poderia faltar.

Uma cadeia fechada composta de hidrocarbonetos.
Os nonanos. O nonano é um hidrocarboneto saturado com nove átomos de carbono e onze hidrogênios.
O metol é um componente químico com o nome de monometil-p-aminofenol hemisulfato. Na forma pura é um sólido. O metol também conhecido por Enol, Genol, Fotol, Pictol, Platenol e Rodol. Quimicamente é o sulfato de p-amino-fenol-metilo. Apresenta-se sob a forma de pó cristalino de cor branca, bastante solúvel em água. É um agente revelador largamente utilizado, e que confere boa densidade. Atua essencialmente em meio alcalino e é muito usado conjuntamente com a hidroquinona. É um produto que requer cuidados especiais de manipulação, pois tem tendência para provocar irritações e alergias na pele.
As próximas duas tatuagens são do LSD. O LSD (dietilamida ácido lisérgico) é uma substância sintética produzida por Albert Hofmann em 1943. Inicialmente chamada de LSD-25, por se tratar do 25º derivado sintético do ácido lisérgico que ele preparou. Hofmann decidiu tomar deliberadamente LSD para testar suas suposições sobre o composto, como o LSD não é absorvido na pele provavelmente Hofmann deve ter transferido a substância dos dedos para a boca. Nas horas seguintes após ingerir LSD Hofmann passou a ter alucinações, teve sentimentos alternados de intensa inquietação e paralisia, sentia medo e sufocado, falava de maneira inarticulada e incoerente, além de ter a sensação de que havia saído do seu corpo. O LSD não só causa alucinação quando a pessoa o ingere, mas também depois de algum tempo.
Algumas ações consecutivas do LSD:
  • Latência, de 0,5 a 3 horas
  • Frio ou calor, dor de cabeça, insônia, dilatação da pupila.
  • Sensações de medo e angústia
  • Alterações de tempo, espaço, visual.

O LSD é consumido por via oral, absorção sub-lingual, injetada ou inalada. Esta substância age sobre os sistemas neurotransmissores serotononérgicos e dopaminérgicos. Além disso, inibe a atividade dos neurônios do rafe (importantes em nível visual e sensorial). Atualmente não é utilizada na terapêutica, apesar de já ter sido extensivamente usada e pesquisada em décadas passadas.

Os glicolipídios são esfingolipídios compostos por uma ceramida (esfomgosina + ácido graxo) e um glicídeo de cadeia curta; carecem de grupo fosfato. Os glicolipídios formam parte da bicapa lipídica da mebrana celular; a parte glicídica da molécula está orientada até o exterior da membrana plasmática e é um componente fundamental doglicocálix, onde atuam no reconhecimento celular e como receptores antigênicos.Entre os principais glicídeos que formam parte dos glicolipídios encontramos a galactose, manose, frutose, glicose. Dependendo do glicolipídio, a cadeia glucídica pode conter, em qualquer lugar, entre um e quinze monômeros de monossacarídeo. Assim como a extremidade de fosfato de um fosfolipídio, a extremidade de carbohidrato de um glicolipídio é hidrofílica, e as caudas de ácidos graxos são hidrofóbicas. Em solução aquosa, os glicolipídios se comportam de maneira similar aos fosfolipídios.

Os fulerenos são a terceira forma mais estável do carbono, após o diamante e o grafite. Foram descobertos recentemente (1985), tornando-se populares entre os químicos, tanto pela sua beleza estrutural quanto pela sua versatilidade para a síntese de novos compostos químicos. São conhecidos também como buckminsterfullerene. O fulereno tem a forma de uma bola de futebol (com pentágonos e hexágonos). Sua forma é a de um domo geodésico composto por 12 pentágonos e 20 hexágonos. Sua fórmula é C60. Os hexágonos mantém a planaridade (como no grafite que é plano por apresentar somente hexágonos) enquanto que cada pentágono inicia um ângulo de curvatura, sendo necessários 12 pentágonos para fechar a superfície sobre si mesma, formando uma bola. O fulereno C20 apresenta somente 12 pentágonos não possuindo hexágonos. O fulereno C70, que se parece a uma bola de rugby, tem mais hexágonos, porém com o mesmo número de pentágonos.


A próxima tautagem é de um éster. Tem um grupo funcional (R-COOR'), um éster é o produto da reação de um ácido (geralmente orgânico) com um álcool (o hidrogênio do ácido R-COOH é substituído por um grupo alquil R'). Os ésteres mais comuns que se encontram na natureza são as gorduras e os óleos vegetais, os quais são ésteres de glicerol e de ácidos graxos. A reação de transesterificação é uma reação química entre um éster e um álcool onde resulta um novo éster e um álcool. A transesterificação é processo mais utilizado atualmente para a produção de biodiesel.

A Equação de Schrödinger descreve a evolução temporal de um estado quântico de um sistema físico. Essa equação tem uma importância capital na Teoria da Mecânica Quântica, e seu papel é similar ao da segunda Lei de Newton na Mecânica Clássica.
Diazepam (é um composto químico pertencente a familia dos benzodiazepínicos) é uma substância cristalina, heterocíclica, usada como ansiolítico, anticonvulsante, sedativo e relaxante muscular. O diazepam é frequentemente indicado para o tratamento de insônia, epilepsia e espasmos musculares. também é utilizado antes de alguns procedimentos clínicos ou exames, tais como a endoscopia e tomografia, para reduzir a ansiedade no paciente e antes de procedimetos cirúrgicos para produzir uma amnésia anterógrada. O uso de benzodiazepínicos pode causar dependência física e psicológica. O risco de dependência aumenta com doses mais altas e com o uso por períodos mais prolongados e aumenta ainda mais em pacientes com história de alcoolismo ou abuso de drogas/medicamentos ou em pacientes com transtornos de personalidade significantes. O potencial de dependência é reduzido quando o Diazepam é utilizado na dose adequada em tratamento de curto prazo.
E por último não poderíamos deixar de falar do Carbono. O carbono 14 é usado para determinar a idade de materiais orgânicos. O tempo de meia-vida do carbono 14 é de 5600 anos, assim, o carbono 14 pode nos revelar a idade de plantas e animais fósseis, múmias, etc. O carbono tem símbolo C e número atômico 6 – com 6 prótons e 6 elétrons – com massa atômica 12u. Na química orgânica temos milhões de elementos compostos de carbono. Dependendo das condições de formação podemos encontrar o carbono na natureza de diversas formas alotrópicas. O carbono (do latim Carbonium) é um dos principais elementos químicos, está presente em boa parte de nossas vidas. O carbono é conhecido desde a pré-história, sendo citado na bíblia (veja em Êxodo 28:18 e Ezequiel 28:13) o diamante. Na família do carbono também temos os nanotubos de carbono, de forma cilíndrica, constituindo um dos primeiros produtos industriais da nanotecnologia, que será visto no capítulo de Química e Tecnologia. Um fato interessante é que o carbono fornece através do ciclo carbono-nitrogênio parte da energia produzida pelo Sol e outras estrelas.

Diversas pessoas são apaixonadas pela química ao ponto de tatuarem seu corpo com algumas moléculas, átomos, etc. A química mostra um mundo fantástico de elementos e compostos que ao ligarem-se formam os mais diversos compostos.

é a Química sendo expandida...

by Bruno Leite

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Os" filhos" do életron: Spíons e Hólons

Desde a contribuição de Thomson com a descoberta do elétron, muitos estudos têm sido realizados, investigando o elétron. Cientistas coreanos e norte-americanos, trabalhando conjuntamente, comprovaram a existência de duas novas partículas intrinsecamente ligadas também aos elétrons: os spínons e os hólons. Esta descoberta tem implicações em várias áreas, como os supercondutores de alta temperatura, os nanofios (ou fios quânticos) e a spintrônica. Os fios quânticos são largamente utilizados para conectar pontos quânticos, que estão sendo usados em experimentos de computação quântica, entre outros.

Os cientistas começavam a descobrir a anatomia do átomo e queriam perceber o seu comportamento, especificamente, o mecanismo que permitia a combinação dos átomos de certos elementos com os de outros para formarem novas substâncias. Um elétron, apesar de parecer não ter tamanho e nem poder ser isolado, tem duas propriedades, uma elétrica e outra magnética. A propriedade elétrica é a carga do elétron. A propriedade magnética é o seu spin, que pode ser entendido como a direção na qual o elétron gira. Quando os elétrons estão em um metal, eles se repelem, por terem todos carga negativa. Mas, quando eles são confinados em um nanofio unidimensional (também chamado fio quântico), fica muito difícil para que um elétron se afaste do outro. Para isto, é necessário colocar o fio quântico próximo o suficiente de um metal para que os elétrons possam “saltar” para o nanofio, por meio de um processo chamado tunelamento quântico.

O "trauma" da aproximação entre eles é tão grande que o elétron cinde sua "personalidade", dividindo-se em hólon e spínon, mandando sua carga elétrica para um lado e seu giro magnético para o outro. É algo estranho, imagine se você pudesse separar a beleza e a simpatia de alguém e vê-las isoladas daquela pessoa, ou imagine ver o seu carro indo para um lado e as rodas dele indo para o outro. A comprovação da existência dos spínons e dos hólons foi feita utilizando amostras unidimensionais de óxido de cobre (SrCuO2), aplicando uma técnica chamada ARPES ("Angle-Resolved Photoemission Spectroscopy"). A ARPES é uma ferramenta adequada para a observação de efeitos envolvendo conjuntos de elétrons, inclusive a separação carga-spin. A idéia por trás da separação carga-spin é que os elétrons se comportam de forma diferente quando sua possibilidade de movimentação fica restrita a uma única dimensão. Enfileirados uns após os outros, as forças repulsivas entre suas cargas elétricas negativas se tornam amplamente dominantes. É esse efeito coletivo que se torna forte o suficiente para quebrar a informação de spin e carga de um único elétron.

Na ARPES, raios-X aplicados a uma amostra causam a emissão de elétrons, graças ao efeito fotoelétrico. Medindo a energia cinética dos elétrons emitidos e os ângulos nos quais eles são expelidos, obtém-se sua velocidade e sua taxa de dispersão - as quais contêm um quadro detalhado do espectro de energia do elétron. Normalmente, a retirada de um elétron de um cristal cria uma lacuna, um espaço vago de energia, de carga positiva. Esta lacuna contém informação tanto do spin quanto da carga, revelados num único pico do espectro lido no ARPES. Se ocorrer a separação carga-spin, a lacuna decai em um spínon e em um hólon, observando-se dois picos no espectro ARPES.

Spinons e Holons - Separação spin-carga


é aquímica sendo expandida...

by Bruno Leite

Bibliografia:

Distinct spinon and holon dispersions in photoemission spectral functions from one-dimensional SrCuO2
Changyoung Kim, Eli Rotenberg, Zhi-Xun Shen, Bum Joon Kim, Hoon Koh, S.J. Oh, H. Eisaki, N. Motoyama, S. Uchida, T. Tohyama, S. Maekawa
Nature-Physics
01 Jun 2006
Vol.: 2, 397-401

Tabela Periódica

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