sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Obrigado!

Em nossa última postagem de 2010 gostaria de agradecer.

Agradeço a todos que direto ou indiretamente contribuíram para este blog. Alguns textos são novos outros velhos, outros são de alguma época em que falar de química é (e será) agradável. As críticas são sempre para melhorar, e com elas posso continuar a aprender. Agradeço aos que foram referência para mim, dos quais copio e colo (o que é bom deve ser propagado), sabendo que devo ter cuidado com esta ação, aqueles que falam e causam em mim uma incomoda busca por respostas. Percebendo que a Internet tem muitos textos e que muitos deles as vezes são extraídos de livros, artigos, periódicos, etc. (com ou sem referências) e que as vezes esqueço de mencionar quem falou (um dia acabo processado, rsrsrsr). Aos outros blogs (sites, twitter, comunidades, etc.) que também são fontes para este simplório local de comunicação e aprendizagem. Contudo agradeço pelas 14722 visitas em pouco mais de dois anos (primeiro post em outubro de 2008), agradeço as correções (é isto que faz a ciência caminhar). Comentem, critiquem, façam 2011 um ano especial (O ano Internacional da Química).

Espero ter contribuído de alguma forma com o entendimento Químico...

Aqui eu sou apenas mais um que se identifica com a química e com as "Coisas da Química"...

Agradeço a todos.

Feliz ano novo e 2011 tem mais!!!

domingo, 19 de dezembro de 2010

O que é o efeito doppler???

Antes de responder esta pergunta, confira o link deste vídeo que auxiliará no entendimento para o efeito Doppler.

http://www.youtube.com/watch?v=5F0YWabT7Q4

Quando a fonte sonora se desloca a uma velocidade relativamente grande, pelo menos uns 10% da velocidade do som, as frentes de onda que se aproximam são comprimidas e o som parece mais agudo, enquanto elas se rarefazem quando a fonte do som se afasta. Este fenômeno foi chamado de efeito Doppler.

Espero ter ajudado...

Até mais...

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Alguma dúvida? Pergunte-me!!!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Professor ou Educador?

Todo ano repete-se a mesma história, 15 de outubro é o dia do professor!
Mas o que muda a cada ano? O que há de diferente em cada 15 de outubro? Todo professor é, por função, Educador?

Diferente dos outros anos, falarei um pouco do Professor-Educador.

Para Paulo Freire, a experiência educativa deve manter seu caráter formador, pois, sem ele, o ensino do conteúdo e o treinamento técnico não são suficientes para o desenvolvimento moral dos educandos. Ele entende que educar é fundamentalmente formar, e essa formação supõe o exercício ético, apoiado em princípios e que critique permanentemente os desvios fáceis por que somos tentados às vezes ou quase sempre.
A esperança, para o professor, não é algo vazio, de quem "espera" acontecer. Ao contrário, a esperança, para o professor, encontra sentido na sua própria profissão, a de transformar e construir pessoas e alimentar a esperança delas para que consigam, por sua vez, construir uma realidade diferente.

Nas palavras de Rubem Alves: "Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma, continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais..." (Rubem Alves, em carta enviada a alguns amigos no final de 2001). Paulo Freire em seu último livro (pedagogia da Autonomia), trabalha principalmente a ética e a estética do ser professor: o que ele deve saber para ser professor, como ele deve ser para ser professor. Em suas palavras "Se estivesse claro para nós que foi aprendendo que aprendemos ser possível ensinar, teríamos entendido com facilidade a importância das experiências informais nas ruas, nas praças, no trabalho, nas salas de aula das escolas, nos pátios dos recreios, em que variados gestos de alunos, de pessoa administrativo, de pessoal docente se cruzam cheios de significação".

Em Pedagogia dos Sonhos Possíveis, Freire demonstra o seu cuidado com o trabalho da docência: "É necessário que o professor entenda que a prática autêntica do educador reside no fato de que o educador se recusa a assumir o controle da vida, dos sonhos e das aspirações dos educandos, já que, fazendo isso, poderia, com muita facilidade, recair num tipo de educação paternalista (2006, p.18)". Em outro livro seu, Educação e Mudança, Freire refere-se ao diálogo: "E o que é o diálogo? É uma relação horizontal de A com B. Nasce de uma matriz crítica e gera criticidade. Nutre-se de amor, de humanidade, de esperança, de fé, de confiança. Por isso, somente o diálogo comunica. E, quando os dois polos do diálogo se ligam assim, com amor, com esperança, com fé no próximo, fazem-se críticos na procura de algo, e se produz uma relação de empatia entre ambos. (1994, p.69) ". Segundo Freire (1996, p.47), é preciso "Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção".

Rubem Alves introduziu uma intrigante distinção entre ser professor e ser educador: Com o advento do utilitarismo, a pessoa passou a ser definida pela sua produção; a identidade é engolida. E conclui mais à frente: Talvez um professor seja um funcionário das instituições... O educador, ao contrário, é um fundador de mundos, mediador de esperanças, pastor de projetos. Não sei como prepara o educador. Talvez isso não seja nem necessário nem possível... É necessário acordá-lo. E aí aprenderemos que educadores não se extinguiram como tropeiros e caixeiros (Brandão, 1982, p.16).

Feliz Professor que tem o seu dia...

...Todos os dias [são dos professores] para contribuir em uma sociedade mais justa, em pessoas mais generosas, em um mundo com menor desigualdade.

...Todos os dias [são dos professores] em que tornam-se formadores de opiniões, para qualquer área de atuação, se não houver o professor não há o profissional...

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Referências:

Freire, P. Educação e Mudança. São Paulo: Paz e Terra, 1994.
______. Pedagogia da Autonomia.: Saberes Necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
______. Pedagogia dos Sonhos Possíveis. São Paulo: Unesp, 2001. Organizado por Ana Maria Araújo Freire.
Brandão, C. R. O Educador: vida e morte - escritos sobre uma espécie em perigo. São Paulo: Brasiliense, 1982.

Tabela Periódica

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